segunda-feira, julho 25, 2005

Amigo reflexivo

Existem pessoas que dificilmente dispenso, esqueço, mando à fava ou simplesmente apago do meu ficheiro da amizade. São pessoas por quem tenho uma enorme estima pela forma como transportam e analisam esta treta de mundo em que vivemos; pessoas que têm obviamente direito a tratamento VIP em qualquer lugar deste país pois são afinal a porra dos meus amigos e como meus merecem o melhor, nem que seja pela porra de paciência que têm para me aturar.
Se partem mesas, se escarram deleitadamente para o chão ou se mijam na boa tradição portuguesa junto a qualquer cantinho, pouco me interessa, estou-me nas tintas pois o sentimento que nutro por eles situa-se quase no limite da admiração, quase.
Este amigo
aqui é especial. Ai pois é! Com ele retirei a minha virgindade em muitas situações possíveis; é verdade e não me desmintas… Graças ao adorável Erasmus viajámos até à Bélgica, com arredores incluídos e com ele descobri a arte nova de Bruxelas e a nova erva holandesa, amavelmente transportada pelos mafiosos italianos. Ainda junto a ele descobri um dos principais elementos da contituição portuguesa, o vinho; entre o sabor das letras e das telas pelas quais nos enamorávamos. Por isto e mais qualquer coisa não largo este amigo. E é bom saber que ele está aqui tão perto.

sexta-feira, julho 22, 2005

Faça o favor de fechar

Ontem à noite estava por aqui, com os dedos a imprimir num ritmo quase supersónico sobre as teclas para o aparecimento de palavras, nas frases. O trabalho é uma coisa lixada especialmente quando temos prazos para cumprir e o prazo termina a poucas horas. Mas a verdade é que quase sempre adorei escrever sobre stress, desafiar limites, ser uma espécie de malabarista que numa das mãos segura um chapéu e com a outra procura equilibrar-se o mais possível para não cair ao chão; cair ao chão não. E assim, estava ontem – a escrever o mais rápido que conseguia, e bem. Mas… Mas ontem ouvi a notícia da demissão do ministro das finanças, Campos e Cunha, e ia quase quase caindo… Parei. Deixei as teclas e debrucei-me sobre a janela com um cigarro na mão, mil ideias no ar, na retoma da vontade de voar, voar mesmo, de avião, com malas feitas, tudo preparado e xau xau Portugal até qualquer dia.
Diria que Portugal está fodido mas se assim fosse estaria o país feliz e contente. Portugal, na melhor das hipóteses, fodeu-se, com alguns orgasmos levados ao extremo da sua existência. Foi um bom vivant em continuadas saídas nocturnas, apesar do orçamento limitado, por associações do bairro, casas de putas e jogatanas abaixo da cave. Só as recordações de um passado inconsciente o tornam feliz na miséria, num quartinho hipotecado, a aguardar ordem de despejo.
Mas a malta não explica e como boa portuguesa a esperança será sempre a última morrer mesmo que não tenhamos esperança que valha, depois de um palhaço de D. Sebastião recusar-se a aparecer. Os Exmos. Senhores Professores Doutores Medina Carreira e Saldanha Sanches são por agora os nossos mais ilustres mestres, amigos do povão, saravá aleluia, e lá vão deixando cair para quem quer ouvir que o Verão português não é só fogos ou avisos de perigo para com o escaldão… Não. E pois. Claros que é bons ser portuga. Claro que adoros estes paíze maravilhoso. O sol… ai o sol. E… e claros está que as culpa sobre quem teria razão - D. Afonso Henriques ou a infanta D. Teresa? - será a grande portuguese question.
Sobre culpas.Do you really want my opinion? – fase de iniciação à língua inglesa, sabe-se lá, pá . Poizé a culpa é … dos políticos? Não! Dos … dos… espanhóis, cabrões? Não! Dos… caralhos impotentes dos empresários?... Não! Do… cabrão pavimento das estradas? e das?… e … NÃO!
Num país em que os responsáveis pela irresponsabilidade não são responsabilizados, somos afinal todos os irresponsáveis e responsabilizados pela situação.

Por agora, obrigada pela atenção dispensada. Perdão. Com licença. Esteja à vontadinha Faça favor de fechar a janela. Sempre às ordens.

quarta-feira, julho 13, 2005

CDCrossing







Este CD chegou ontem à minha casa. Já estou aqui. Entre sons, cores, rabiscos...deliciosos. Com Gorillaz, uma banda com os pés dentro da BD.

Feel Good Inc.

[Damon Albarn]

City's breaking down on a camel’s back.
They just have to go 'cos they dont hold back
So all you fill the streets it’s appealing to see
You wont get out the county, 'cos you're bad and free
You've got a new horizon It's ephemeral style.
A melancholy town where we never smile.
And all I wanna hear is the message beep.
My dreams, they've got to kiss, because I dont get sleep, no...


Windmill, Windmill for the land.
Learn forever hand in hand
Take it all in on your stride
It is sticking, falling down
Love forever love is free
Let’s turn forever you and me
Windmill, windmill for the land
Is everybody in?

[De La Soul]
Laughing gas these hazmats, fast cats,
Lining them up-a like ass cracks,
Ladies, homies, at the track
its my chocolate attack.
Shit, I'm stepping in the heart of this here
Care bear bumping in the heart of this here
watch me as I gravitate
hahahahahahaa.
Yo, we gonna go ghost town,
this motown,
with yo sound
you're in the place
you gonna bite the dust
Cant fight with us
With yo sound
you kill the INC.
so dont stop, get it, get it
until you're cheddar header.
Yo, watch the way I navigate

[Damon Albarn]
Windmill, Windmill for the land.
Learn forever hand in hand
Take it all in on your stride
It is sticking, falling down
Love forever love is free
Let’s turn forever you and me
Windmill, windmill for the land
Is everybody in?

[De La Soul]
Dont stop, get it, get it
we are your captains in it
steady,
watch me navigate,
ahahahahahhaa.
Dont stop, get it, get it
we are your captains in it
steady, watch me navigate

hahahahahhaa



Gorillaz

sexta-feira, julho 08, 2005

Without opinion moment

Será que os espartanos foram bons ou maus?
Será que os judeus foram bons ou maus?
Será que o cristianismo é bom ou mau?
Será que existiram cruzadas boas ou más?
Será que a aniquilação humana é boa ou má?
Será que a censura é boa ou má?
Será que existem guerrilhas boas ou más?
Será que o terrorismo é bom ou mau?
Será que existe guerra boa ou má?
Será que existem bombas boas ou más?
Será que existem tanques de guerra bons ou maus?
Será que existem guerreiros bons ou maus?
Será que existem sistemas políticos bons e maus?
Será que existem economias boas e más?
Será que existe paz boa ou má?
Será que existem humanos bons ou maus?
Será que o mundo é bom ou mau?

[incompleto]

Donnie Darko

[Private mEssage: Antes de passares pelo Quarteto para veres a feitura da obra. Vê a obra. Prima. Se fazes o favôre. Obrigadas. Tá?]


Segue dentro de momentos...

... os momentos que se seguem...

... CHIU!!!!...

... desliguem os telemóveis por favor, obrigada...

... (banda sonora)...

... [larailarailailai]


...

... É agora! É agora!...

Donnie Darko em conversa com a psiquiatra.

Donnie Darko: I made a new friend.
Dr. Thurman: Real or imaginary?
Donnie Darko: Imaginary.
Dr. Thurman: Would you like to talk about this friend?
Donnie Darko: Frank.
Dr. Thurman: Frank. What did Frank say?
Donnie Darko: He said to follow him.
Dr. Thurman: Follow him? Where?
Donnie Darko: Into the future.
Dr. Thurman: And then what happens?
Donnie Darko: And then he said …. Then he said that the world was coming to an end.
Dr. Thurman: Do you think the world is coming to an end?
Donnie Darko: No. That’s stupid.

... E depois? Nada de especial...
... Ókeis pá. Vê o resto...
...

Realidades particularizadas

Existem coisas na vida de que não prescindo – os amigos. Gosto deles de todas as cores e feitios, com tudo incluído: qualidades e a porra dos defeitos. Neste conjunto não estão as pessoas insípidas, para quem os sentimentos de inveja e mesquinhez são sentimentos maiores, metidos em vidinhas de merda estagnada. Estão pessoas de quem gosto muito pela visão de mundo que transportam, com convicções, neuras, sede de conflito (de ideias), paranóias, inconformados, stressados, críticos … e por aí fora. Bem, a verdade é que toda a malta que me acompanha e vice-versa não é malta fácil, é malta da pesada num misto entre pesadas angústias deste mundo e o síndroma de Peter Pan. Não sei se me entendem mas talvez um dia seja capaz de explicar.
A dedicação por estes gajos e gajas é tamanha que a todos os amôris da minha vida fiz questão de informar que juntamente comigo ia ou vai todo o meu staff (família, amigos, conhecidos, inimigos), sem imposições e devidamente doseado com tempero pois o amor também é MUITO lindo. Jamais coloquei a hipótese de abdicar de qualquer um só pelo simples facto do mê amôri nã gastar. Pois o amôri também é lindo e a amizade também o é.
Posso admirar, idolatrar, pretender beijar os pés de alguns autores mas nenhum deles se equipara a um amigo meu. Milan Kundera não ouve as minhas angústias durante a noite, Max Weber não discute comigo sobre o que a modernidade deixou e Harold Pinter também não me acompanha ao teatro… São uma das paredes mestras que sustentam a minha vida.
Hoje assisti às consequências de mais um momento absurdo que fará parte da história da humanidade. Irritei-me, saltei da cadeira, quase gritei e mandei tudo foder. Desliguei o televisor e limitei-me a ouvir alguma rádio. Condeno quase tudo. Condeno mesmo a especulação televisiva com que repetidamente são tratadas tamanhas estupidezes humanas. Ficamos com os sentimentos (de horror, de sofrimento, de medo, de pesar…) os rostos, as palavras, a destruição, o caos momentâneo deste mundo ocidental, as conferências de imprensa, os números, os vivos, as entradas, as horas, as saídas, os meios de transporte, a segurança, e mais uns elementares assuntos para a malta continuar informada. Tudo para continuarmos pois temos de continuar, sem essencial. Nesta loucura é para os meus amigos que decidiram aventurar-se por terras de sua majestade o meu primeiro pensamento. E o absurdo ganha outro sentido, mais sentido no sem sentido. A Sofia e o Rui que moram em Londres há um ano não atendem o telefone. Ligo-lhes mais uma vez e ouço finalmente a voz da Sofia:
Olá Sandra! Está tudo bem!!!! Estamos todos chocados, nervosos mas a vida continua. Com medos.
- Pois continua Sofia, tem de continuar. Com outros medos.

quarta-feira, julho 06, 2005

Ocorrência

Estive ontem a escrever um texto sobre as amizades e coiso e tal e preparadinha para o postar...
DESAPARECEU!!!!!!???????? Mas que MERDA é esta!!!! Hã? Ai o camandro! Claro que estou furiosa, claro que estou... Uma gaja nunca está preparada para o imprevisto, ah poizé! Filhadaputadevidinha.

segunda-feira, julho 04, 2005

Secção "Sê um aprendiz"

Serge Gainsbourg foi um génio. Entre Gitanes, música, letras, actrizes, cinema, fotografia, álcool...Para os perdidos, eis o achado aqui.

sábado, julho 02, 2005

Diálogos Reflexivos (10)

- Onde estás amor o meu nome é António.
- O teu amor não está aqui o meu nome é Sandra.

sexta-feira, julho 01, 2005

Reflexosss testa-se



Adorei por momentos ser uma loucona "aspirada" ! Venham mais.

Reflexosss consulta

É agora! Quem é que nunca utilizou cremes anti-celulite, fez ou já pensou fazer programas de emagrecimento, ginástica localizada,lipoaspiração, mamaplastias...? Hã? Sem medos, teste-se.


Portugal piquinino

Tenho a casa num caos catastrófico ou seja, num caos para lá do caos… sem sentido. Papéis e mais papéis decoram o chão das poucas divisões da minha casa, a pirâmide de Quéops está representada num amontoado de roupa e a cama feita está como quase sempre acontece, para lá do quase provérbio nunca saias de casa com a cama por fazer, desfeita. Se fosse uma moçoila prendada, devidamente amestrada e com sentido no altar ficaria por casa a purificar o meu ser feminino numa panóplia de tarefas domésticas. Mas não. Sou uma tipa sem tino, sem consciência do género a que pertenço e sem paciência que valha a limpeza do cantinho, o esfregar azulejos até luzirem, o passar ferro até às dores e coiso e tal. Vou em direcção à esplanada do bairro da Graça, onde faço toda a terapia possível com uma caipirinha entre mãos e em dois dedos de conversa com amigos homossexuais a relatar peripécias da ruralidade portuguesa com a sua condição. Pois o nosso Portugal piquinino ainda não se dividiu em Portugal piquinino rural e o Portugal piquinino urbano. Continuamos a ser um quase todo de moralistas comandados por uma educação portuguesa tradicional com direito, caso fosse possível, a selo de garantia para exposição mundial. Pois bem, estes meus amigos têm um leque variado de histórias que mostram o porquê de ainda não ser possível em Portugal discutir sobre casamentos entre homossexuais, adopção de crianças por homossexuais e adiante.
Fechemos por agora os olhos e coloquemo-nos num bairro antigo de Lisboa. Por lá vivia há tempos um moçoilo com direito a conversas sobre o seu físico e a tremores de ansiedade entre o mulherio. Conheciam-se namoros, poucos. Mas… o moçoilo accionava os máximos a outros moçoilos e pouco lhe interessava o meio feminino. Farto do esconde-esconde, decidiu um dia abrir o peito ao mundo e assumir-se como gay. Jesus! Credo! - dizem os activistas da verdadeira educação portuguesa. A família eliminou-o da sua árvore genealógica e descarregou para consideração pública caixotes vários com quase tudo o que lhe pertencia. Alguns vizinhos em defesa da puta “dignidade do bairro” debitaram palavras a ritmos bipolares: Ca-brão, pa-ne-lei-ro, vaitesembora, saisdaqui. O aparato foi tal que exigiu intervenção policial… O moçoilo saiu felizmente ileso e encontrou ajuda numa organização que conseguiu arranjar-lhe um tecto.
Nesta Lisboa estas situações não são tão raras quanto isso e repetem-se com raparigas grávidas, raparigas lésbicas, raparigas raparigas e adiante.
A urbanidade portuguesa continua a andar de carroça!

Certa de ter contribuído para o melhoramento dos vossos dias, estou grata pela vossa atenção.

quarta-feira, junho 22, 2005

Translate Reflexosss (1)

A jornalista Pavia Rosati é uma pessoa informada sobre este nosso Portugal. Lisboa já não é a Torre de Belém, os Jerónimos ou o Castelo de S. Jorge... Lisboa é Bairro Alto, compras e comida e... um doce à beira Tejo. Fiquemos com Pavia pois, garanto-vos, ficamos bem:

"LISBON has no idea how cool it is. The city lives in the shadow of Europe's superstar capitals, unaware of its own modern charms. It is not uncommon to hear people talk about surviving dictatorship, the earthquake of 1755 and the loss of empire as though these were recent concerns, not events that happened some 30, 250 and 400 years ago.

The city's potential is most evident in Chiado and Bairro Alto, the lively adjoining neighborhoods whose narrow streets are lined with an ever-increasing array of bars, boutiques and restaurants. Things are booming; construction just might be the preferred pastime of the locals.


The areas flank Rua da Misericórdia, the thoroughfare that changes names several times (Rua do Alecrim, Rua de São Pedro de Alcântara) on the route uphill from the River Tagus. Pack comfortable shoes; the hills and the cobblestones make this a town of vigorous walking.

Chiado and Bairro Alto meet at Praça Luís de Camões, site of the new Bairro Alto Hotel, 8 Praça Luís de Camões, (351-21) 340 8288. The décor at the 55-room boutique property, scheduled to open this month, is a restrained mix of old and new: plasma TV's sit on the walls between wainscoting and paintings of the birds of Lisbon; dark wood desks double as sleek vanities. The rooms on the fourth floor have narrow balconies that overlook the square below. The roof deck has stunning river views. A ground-floor bar opens onto the bustling street outside, and a D.J. will spin in the lobby on weekends. A design hotel basic in other cities, house D.J.'s are still considered a novelty here. For better or for worse. A special summer package good from June 15 through August for $989 includes three nights with breakfast, one dinner a person, airport transfers and a walking tour of the Bairro Alto district.

Largo do Chiado, across Rua da Misericórdia, is home to some of Lisbon's oldest and fanciest shops. Heiresses could outfit their trousseau from the china and porcelain at Vista Alegre, 20 Largo do Chiado, (351-21) 346 1401, and the bedding and linens at Paris em Lisboa, 77 Rua Garrett, (351-21) 346 8885. Should they need a restorative coffee in between, they can stop at Café a Brasileira, 120 Rua Garrett, (351-21) 346 9541, a favorite meeting place for writers and social butterflies since the 18th century. It's crowded, overpriced, historic, charming.

Back to shopping, which may be what Chiado does best -- at least during the daylight hours. Hipsters score the jeans du moment at Gardénia, 54 Rua Garrett, (351-21) 342 1207, a narrow boutique with a high vaulted ceiling.

Lisbon's most interesting retail space, Yorn, 105-115 Rua Nova do Almada, (351-21) 092 7016, is an industrial emporium with a staircase-cum-runway that connects three floors of cafes, Internet terminals, a hair salon, a record store, Diesel and Vodafone boutiques, and men's and women's fashions by designers like Wearplay, Custo and Susana Pinheiro. Rulys, 89-101 Rua Nova do Almada, (351-21) 342 0017, a cool Portuguese chain, sells trendy, lower-priced clothing and accessories for men and women. Osklen, 9 Rua do Carmo, (351-21) 325 8844, along the pedestrian zone, carries blithe, breezy and beach-ready casual wear from Brazil.

Two shops along Calçada do Sacramento offer a glance back in time. Manuscrito Histórico, No. 50, (351-21) 346 4283, a one-room shop beneath an arched ceiling, is a trove of manuscripts, prints and beautifully bound first editions. You'll find an excellent selection of ceramics (arguably Lisbon's best import) at Viúva Lamego, No. 29, (351-21) 346 9692.

A stained-glass ceiling, rotating art exhibits and bagels are the main attractions at the recently opened Café Vertigo, 4 Travessa do Carmo, (351-21) 343 3112, a favorite spot of the young literary set. Lisbon's pretty boys find one another at Heróis, 14 Calçada do Sacramento, (351-21) 342 0077, a sleek two-floor bar and restaurant with the requisite chartreuse, white and wenge wood touches. The trendy (but unpretentious) crowd is dining on Calçada do Duque at Paladar, No. 43, (351-21) 342 3097, which serves Mediterranean specialties in a dark and seductive dining room, and at the cozy and buzzing Café Buenos Aires, at No. 31, (351-21) 342 0739.

Neighboring Bairro Alto is anything but obvious. By day, the cobblestone streets are so sleepy with hanging laundry and elderly residents meeting for coffee that the many cool boutiques almost seem out of place. But this is what the quiet side of trendy looks like.

Aleksandar Protich, 112 Rua da Rosa, (351-93) 633 7795, is a converted butcher shop where dresses and sweaters hang from meat hooks. Sneakers Delight, 30-32 Rua do Norte, (351-21) 347 9976, has gallerylike displays of hard-to-score limited-edition Nikes, Pumas, Adidas and other cult kicks. No Kidding, 40-42 Rua do Norte, (351-21) 342 1801, a cute and colorful children's shop, has a play area filled with large blocks for arranging and climbing. Vintage gets a proper treatment at A Outra Face da Lua, 86 Rua do Norte, (351-21) 343 1631, which has a zany mural made of old ties, as well as a relaxing cafe at the entrance.

By night, Bairro Alto is an altogether different scene. Diners have to knock for entry at Olivier, 35 Rua do Teixeira, (351-21) 342 1024, a low-ceiling restaurant with dark-wood paneling that serves impossibly creamy scrambled eggs and caviar, succulent sausage wrapped in cabbage, and chocolate cake with a molten center that alone could justify another Portuguese vacation. Lisboa à Noite, 69 Rua das Gáveas, (351-21) 346 8557, serves traditional cuisine in a modern space lined with large-scale photographs of the city at night. The menu includes seafood and meat dishes as well as porco preto, a succulent black pork found only on the Iberian peninsula.

Other current favorites include the elegant Pap' Açorda, 57 Rua da Atalaia, (351-21) 346 4811, and Sul, 13 Rua do Norte, (351-21) 346 2449, a cozy steakhouse. Those tempted by all the fado restaurants lining the streets might not be surprised to learn that locals leave these places to the tourists.

For one of the best meals in Lisbon, take a quick cab ride to Mezzaluna, 16 Rua Artilharia Um, (351-21) 387 9944, in Rato, a neighborhood just north of Bairro Alto. Michael Guerrieri, a vibrant Neopolitan chef who grew up on Long Island, prepares Italian food that's at once innovative and unpretentious. He serves cod with warm strips of radicchio and a purée of carrot and ginger, and makes an excellent goat-cheese appetizer with eggplant on a bed of chopped tomatoes. Everything is impossibly fresh, and dishes are as much a treat for the eyes as the stomach. A favorite spot for local politicians and social butterflies alike, Mezzaluna just completed a huge renovation and redecoration this spring. Make this one of your first stops, because you'll want to come back.

Around midnight, Bairro Alto becomes a giant block party. Bars serve drinks in plastic cups, the better to encourage patrons to spill onto the streets outside. Every corner is its own scene, though the crowd is consistently lively and flirty no matter where you stop. The energy is sky-high, and the Lisbon night is just beginning. There may be no better place on the planet to be young and bold -- if only in spirit. "


Pavia Rosatti, In Two Lively Districts In Lisbon, Every Night Is a Block Party in The New YorK Times, 8 de Maio de 2005.


P.s. : em caso de dúvida, faça o favor de clicar
AQUI.Obrigada.Pode fechar s.f.f.

sexta-feira, junho 10, 2005

Ai Portu-gal... Portu-gal... O que é que...

Palavras na cerimónia do dia de Portugal. Tudo ao molho e pontapé na bola, sem ordem que valha:

-
crise económica;
- anacronismos salazaristas;
- patriotismo moderno;
- necessidade de...;
- crise financeira;
- temos de...;
- património delapidado;
- sem bombardeamentos;
- deficit;
- situação difícil;
- povo valente;
- o pessimismo é um péssimo companheiro;

- ...

terça-feira, junho 07, 2005

Diálogos Reflexivos (9)

- Já comeste?
- Sim.
- Não te vi comer.
- Queres que eu coma só para tu veres?

sexta-feira, junho 03, 2005

Quantos são? Quantos são?



Já 32, pois então!

quinta-feira, junho 02, 2005

Pela sobrevivência

Existem sítios e dias em que não teria qualquer problema em deixar expresso num qualquer papel timbrado a minha autorização para o simples bloqueio da minha entrada. Nem mais! Para o bem da minha conta bancária que, nos tempos que correm, é o mesmo que dizer para o meu bem.
Numa qualquer rua que percorra, com objectivos precisos de encaminhamento, paro de imediato se encontro uma livraria. Observo meticulosamente a montra, caso exista e, sem neurónios contabilísticos que valham sou como que sugada para o seu interior, sem qualquer tipo de consciência. Lá dentro, dou voltas e voltas, rodopio a cabeça, faço pinos mentais, espargata sobre o que pretendo comprar, o salto em trampolim pelo que consigo comprar e vários, muitos murros de boxe pelo que NÃO POSSO comprar. E é assim a treta desta vida!
Pouco me interessa os emanharados teóricos, por vezes quase soletrados em televisão sobre o consumismo desenfreado ou as aclamadas atitudes loucas e irresponsáveis desta juventude que se perde. A felicidade está onde uma mulher quiser e entre muitas outras coisas, a bem ou a mal, está também numa qualquer livraria deste nosso paíssss. Que se lixe o deficit, as dívidas, a casa para pagar e outros etecetras tais pois, o que eu quero mesmo é aquele livro e aquele… Ah! E mais aquele! O saldo negativo pode existir, os credores podem aparecer mas até à saída, posso garantir-vos, a amnésia apodera-se de mim. E ai que o meu futuro será a pedinchice…Ai que não, que não.
À medida que as receitas vão escasseando e as que aparecem não conseguem tapar o buraco financeiro, tomo então partido por políticas direccionadas ou para o bloqueamento dos credores ou o linchamento público, no mínimo. No que se refere ao bloqueamento, aquele a que sou mais favorável, não coloco objecções à minha nomeação a consumista desenfreada por livros, uma livromaníaca e à imediata aplicação de medidas, consequentes: colocação devida do meu nome em lista negra de consumidores, com interdição de entrada em qualquer livraria ou feira do livro, dentro de um período de tempo a definir. Claro que nesse período sofrerei de depressão AGUDA mas, estou certa, o nosso governo garantirá o acesso comparticipado a valium’s, prozac’s e derivados e eu estarei salva. Tudo pelo bem do cidadão.


Pelo bloqueamento de entrada em locais de consumo já ou então não estarei por cá! Pela sobrevivência!!!

quinta-feira, maio 12, 2005

Alfredo, o Tarzan

Imaginem-me a olhar para um gato por volta da 1 da manhã, a uma distância de mais de três metros, na vertical. O espírito Tarzan do meu gato Alfredo já foi apresentado várias vezes em algumas das visitas ao veterinário, com vários saltos acrobáticos sobre diversos objectos e com o quase suar do famoso grito, quase… A veterinária ficou obviamente surpreendida com tão desenvolvidos dotes tarzânicos e, claro está, planeou de imediato a abertura de uma instituição para gatos com tais caracterísiticas pois, acredita que este exemplar não é único e existirão alguns, poucos, por descobrir só na cidade de Lisboa. Claro que a veterinária do meu Alfredo não está bem e se não fosse o conhecimento de um esgotamento que sofreu há dois anos atrás eu possivelmente por esta altura estaria dada como sócia de tão prometedor projecto. Gosto de prometedor projecto. Mas que o Alfredo tem dotes de Tarzan, lá isso tem. Se o Steven Spielberg sabe… garanto que construirei uma mansão seguramente apetrechada e com o espaço necessário ao desenvolvimento harmonioso de um star cat. Adiante. Ontem, no início da madrugada, reparo que o meu escritório está cheio de fumo com nicotina, alcatrão, papel… e apesar dos meus instintos suicidários abri a janela. Nem provavelmente terá decorrido um minuto e eis que o meu gato de apenas sete meses se lança em velocidade contínua; primeiro em direcção à janela, depois de um terceiro andar em directo ao chão de um quintal. Pronto. E eis a história que qualquer realizador de cinema adoraria ver representada em qualquer filme. Por amnésia pura e ainda a recompor as minhas forças pelo golpe emocional provocado não me recordo de nenhuma cena em que tal suceda, talvez mereça investigar… Como é que salvei o Alfredo? Bem, falei com o vizinho que de imediato iniciou a expedição "à procura de Alfredo" numa espécie de estufa fria . Passadas umas horas, comigo à janela a descarregar indicações, eis que foi possível apanhar Alfredo que, provavelmente, até estaria a gostar da companhia de uma gata mais velha…Agora em casa o Alfredo dorme profundamente da sua intensa aventura, já devidamente aburguesado. É pena, mas tenho de fechar todas as janelas.

quarta-feira, maio 11, 2005

Remodelações ginecológicas

Não há melhoras. Definitivamente. Hoje fiz uma maratona, ao percorrer vários pontos limites da cidade de Lisboa num descapotável verde alface. Comecei pela Portela, a olhar para o tecto e com uma espécie de espátula na minha vagina. Descontraia, relaxe – diz a doutora em voz suave, enquanto só me apetece dizer: - Ai que merda esta! Para não dizer: Que caralho é este?
Qualquer mulher como possível procriadora da espécie humana devia ser muito bem tratada em qualquer circunstância mas especialmente nesta. Ao observar tamanhos materiais presentes em consultório, viajo ao extremo da medicina a dissecar órgãos de corpos moribundos e por alturas em que os medicamentos eram meros desconhecidos. A temperatura dos ditos em ferro também não facilita qualquer boa gaja a abrir-se ao tratamento mais exigente. Queremos facilitar o trabalho de quem nos observa e o nosso mas há coisas que muito dificilmente a mente comanda com tão poucos elementos de estimulação. E eu bem tentei...
- Como é que quer que eu relaxe!!!! – grito contra as paredes brancas vazias.
- Minha querida, para a próxima tem de tomar um relaxante, um de noite e outro antes do exame – aconselha a ginecologista que metida em tanta vagina, não enxerga que nem com Xanax’s ou afins uma mulher e a sua preciosa mais que tudo conseguem entrar numa espécie de transe, descontracção vaginal à espera da penetração de uma pinça, por exemplo.
Mas o meu problema não começa aqui. Começa desde o momento de entrada. Em presença de todo o cenário, a minha excitação emerge só para o ponto de fuga, altura em que procuro acalmar as pernas e limitar-me a dobrá-las na cadeira, para mais tarde as esticar na marquesa.
Enquanto olho para as paredes brancas vazias, viajo até ao outro lado, o masculino e quase fico ofendida ao recordar que perante determinados exames os moçoilos têm várias mordomias, com filmes pornográficos incluídos. Logo, digam-me então por que é que eu não mereço algo adequado ao meu género? Será que nós não necessitamos de ser estimuladas?
Decidi a partir de hoje tomar este assunto como cruzada. Desenvolverei esforços junto das entidades competentes, em prol da minha estimulação vaginal, iniciativas que incluem:
- a colocação de um plasma top de gama, sobre a cabeça de qualquer mulher,no tecto, com imagens adequadas para o efeito de relax; há por aí tantos filmes...
-em último dos últimos casos, pois as escolhas musicais das portuguesas são de bramir aos céus, umas musiquinhas de fundo tipo Je t’aime ;)

Exemplos que podem ser mais com a tua participação!
Para quando tais mudanças?
Mudar o consultório do ginecologista já ou então não metemos a nossa vagina lá. É isto.

quarta-feira, maio 04, 2005

Regresso

Não apareço por aqui há uns tempos. É um facto. Aumento do volume de trabalho e outras coisas e tais e mais uns etecetras e vejam este blog abandonado, com ervas daninhas a nascerem por entre os poros invisíveis. Está até mais verde. Não reparam? Eu vejo. Por aqui já pouca gente restará que o queira limpar. Mas com mangas arregaçadas vamos lá começar! Caralhos me fodam com tanta ervinha que por aqui anda. Vamos a isso!