Prolongo os meus pés pelas ruas de lisboa que se cruzam com os seus pares, mais do que o habitual. Lanço o olhar pelas lojas e fico rodeada de luzinhas, botinhas, pais-natal e outros complementos de uma época em que ainda pouco consegui perceber a utilidade para além da que cabe aos empresários, obviamente. Não quero com isso descaracterizar a beleza iludida em luzes psicadélicas que enfeitam por agora os nossos dias mas quero acreditar que não havia necessidade deste Natal, construído para o espectáculo efémero de caridade por que fica bem e de presentes por que sim e sei lá mais o quê com o porquê que escapa à maioria. Sem falar nas super-tias que ficam mais tias na época do Natal. É vê-las a fazerem peditórios, a ocuparem o posto de relações públicas da sociedade em contactos permanentes com a instituições de beneficiência, a mostrarem-se conscientes de um mundo designado de terceiro e de todos os males que dele advém... A época de Natal é o momento ON para o Mundo. Depois de 6 Janeiro, fechamos a loja e viramos mais uma vez o olhar para o nosso umbigo, limitados aos nossos mesquinhos problemas. De sermos. Gente.
Feliz Natal para todos!
segunda-feira, novembro 29, 2004
domingo, novembro 28, 2004
Estou de volta
Estou de volta, com passos de dança de contentamento. Já tenho em casa o meu Pc que esteve como que hospitalizado (uns longos dias) a recuperar de um colapso de fusíveis e de um período depressivo derivado da confusão em que sobrevivia.
É nestas alturas que fico mais convencida das quatro partes em que se divide o meu corpo: cabeça, tronco, membros e Pc. Sem este precioso utensílio a minha vida fica totalmente diferente, para pior; num quase estado de caos. É uma necessidade básica ao meu trabalho e, por conseguinte, à minha sobrevivência.
Agradeço a quem foi passando por cá.
É nestas alturas que fico mais convencida das quatro partes em que se divide o meu corpo: cabeça, tronco, membros e Pc. Sem este precioso utensílio a minha vida fica totalmente diferente, para pior; num quase estado de caos. É uma necessidade básica ao meu trabalho e, por conseguinte, à minha sobrevivência.
Agradeço a quem foi passando por cá.
domingo, novembro 14, 2004
sábado, novembro 13, 2004
Conjugação de interesses
Conjugar um bom filme com bons actores, boa sala, óptima hora, excelente companhia...
Alain Delon está presente em seis películas cinematográficas na Cinemateca Portuguesa. Muito, muito interessante.
Diálogos reflexivos (8)
- O que é para ti interessante?
- São todas as coisas ou pessoas de que eu gosto. Apesar dos outros não acharem.
- E tu és interessante?
- Claro que sou! Gosto muito de moi.
- São todas as coisas ou pessoas de que eu gosto. Apesar dos outros não acharem.
- E tu és interessante?
- Claro que sou! Gosto muito de moi.
quinta-feira, novembro 11, 2004
quarta-feira, novembro 10, 2004
Estou testada
You're Brigitte Bardot!
What Classic Pin-Up Are You?
brought to you by Quizilla
Via 100nada
Existem coisas que é difícil explicar.
sábado, novembro 06, 2004
Diálogos reflexivos (7)
Olha para o céu Fernanda. Observa-o em diálogo o seu comprimento e imagina em reflexo o que existirá atrás dele; como se o céu fosse um pano do teatro que é a vida. Para lá, Fernanda acredita que existem anjos e diabinhos a trabalhar para diferentes amos que se gladiam: Deus e Diabo; em representação respectiva do bem e do mal. Fernanda acredita no possível impossível; da normalidade. Da moralidade reinventa prisões à sua liberdade. Presa ao mundo do bem contra o mal, deixa-se ficar nesta verdade.
quinta-feira, novembro 04, 2004
Súplica
Quem nos ouve? Nesta necessidade constante, nesta busca incessante do outro. Do ouvido do outro. Não falemos para o ar, nem para as paredes que dizem ser anormal. Que eu sou anormal, louca. Falemos para algo mais alto. Supostamente além, transcendente. Divino. Ouvido. Que não vemos. Mas sentimos a existência. Ou acreditamos que assim é. Mesmo sem sabermos se assim é. Mas o que é ? Que ao dizê-lo deixou de o ser. O ser que não é. Mas é ser. Divino.
Vou ser breve. Não sei se Tu existes. Mas se existes gostaria que ouvisses que estou chateada por não ouvires as minhas súplicas em relação às eleições americanas. Algo que estou a tentar ultrapassar...Peço agora só uma pequena e simples coisa: zele por Yasser Arafat. A sério. Na incógnita provável de estar a pedir demais.
Segura de ter sido ouvida. Despeço-me com cumprimentos pessoais.
Sandra
Para descomprimir
REISE, REISE
Artista: RAMMSTEINE
Editora:UNIVERSAL Ano: 2004
Estilo: METALCD
Peso: 100 gr.
We are living in America. America. America.
in Amerika - faixa nro. 6
terça-feira, novembro 02, 2004
Carla
Continuo irritada. Há dias que sabia do dia de hoje. O dia de Carla e o de todas mulheres que abortam neste país. Para meu contentamento Carla foi absolvida e o acusador (um enfermeiro) poderá sofrer um processo disciplinar por quebra do sigilo profissional.
Até quando este estado hipócrita? rrrrr
Até quando este estado hipócrita? rrrrr
segunda-feira, novembro 01, 2004
sábado, outubro 30, 2004
Acaso à noite
Bom dia noite. Entre antes do anoitecer e a noite escura. Tudo bom. Bom fim-de-semana.
Ida ao cabeleireiro
Acordei decidida a ir até ao cabeleireiro cortar aquelas pontas mais enfraquecidas. Como tinha uns assuntos programados na zona de Lisboa onde passei a minha infância e adolescência, decidi fazê-lo por lá. Pois bem. Entrei no cabeleireiro (onde ia quando miúda) e depois de explicar o tratamento capilar pretendido, sentei-me. Reparo então que a maior parte das mulheres presentes tinha em média mais de 40 anos e queixava-se de forma minuciosa sobre os males que os seus corpos já não aguentam. Aproximei-me de uma das funcionárias, cancelei a minha vez e saí porta fora. Ufff!
quinta-feira, outubro 28, 2004
O meu dicionário
Há aqui qulaquer coisa que não me soa bem... Será que é um problema do meu dicionário, que já está velhinho? Ou é meu, que estou a envelhecer?
Passo a apresentar:
Vício, s.m. (do Lat. vitiu). 1. Imperfeição grave pela qual uma pessoa ou uma coisa se afasta do tipo normal. 2. Hábito profundamente enraizado de acções gravemente imorais. 3. Desmoralização; libertinagem; defeito; mau hábito. 4. Dir. Defeito capaz de invalidar um acto jurídico.
in Colecção Lexicoteca Moderno Dicionário de Língua Portuguesa. Círcculo de Leitores. 1985
O que é que vocês acham?
Passo a apresentar:
Vício, s.m. (do Lat. vitiu). 1. Imperfeição grave pela qual uma pessoa ou uma coisa se afasta do tipo normal. 2. Hábito profundamente enraizado de acções gravemente imorais. 3. Desmoralização; libertinagem; defeito; mau hábito. 4. Dir. Defeito capaz de invalidar um acto jurídico.
in Colecção Lexicoteca Moderno Dicionário de Língua Portuguesa. Círcculo de Leitores. 1985
O que é que vocês acham?
Viciada
Dou três pancadas. Abro o pano e apareço para dizer que nesta questão de virtudes e de vícios eu sou uma moçoila que leva à letra as palavras de Molière - Prefiro um vício cómodo a uma virtude cansativa.
Na verdade não sou dada a grandes virtudes. Tenho um feitio ir às lágrimas e em vícios tornei-me numa expert. Num tempo em que Estados combatem, a nível mundial, um vício e ao mesmo tempo tentam globalizar virtudes de um mundo mergulhado na incerteza. Num tempo em que alguns viciados são alvo de muito ataques, a roçar a humilhação. Exemplifico: o indivíduo que toma habitualmente a sua bica padece, agora, segundo especialistas, de uma doença do foro psiquiátrico. E quem fuma, se decide fazê-lo em lugares públicos é uma espécie de carrasco, em casa é uma espécie de exilado.
Eu tenho muitos vícios. É verdade. Para além de fumar e de beber preferencialmente Whisky e de fazer sexo (não esqueçamos!) tenho o mau hábito de ir sempre ao mesmo café, de comprar o jornal naquele quiosque, de ir quase sempre ao mesmo bar, de…. sentir-me muito viciada por pequenas coisas que podem fazer muito.
Na verdade não sou dada a grandes virtudes. Tenho um feitio ir às lágrimas e em vícios tornei-me numa expert. Num tempo em que Estados combatem, a nível mundial, um vício e ao mesmo tempo tentam globalizar virtudes de um mundo mergulhado na incerteza. Num tempo em que alguns viciados são alvo de muito ataques, a roçar a humilhação. Exemplifico: o indivíduo que toma habitualmente a sua bica padece, agora, segundo especialistas, de uma doença do foro psiquiátrico. E quem fuma, se decide fazê-lo em lugares públicos é uma espécie de carrasco, em casa é uma espécie de exilado.
Eu tenho muitos vícios. É verdade. Para além de fumar e de beber preferencialmente Whisky e de fazer sexo (não esqueçamos!) tenho o mau hábito de ir sempre ao mesmo café, de comprar o jornal naquele quiosque, de ir quase sempre ao mesmo bar, de…. sentir-me muito viciada por pequenas coisas que podem fazer muito.
O vício
Carreggio. Alegoria dos vícios. séc. XVI
Post-it: Há quem chame virtudes à ausência de manifestação dos seus vícios. Friedrich Nietzsche
A virtude
Correggio. Alegoria das virtudes. Séc.XVI
Post-it: A virtude também é uma arte. Por isso, tem dois tipos de discípulos: os que a praticam e os que a admiram. Marie von Ebner-Eschenbach